Pular para o conteúdo principal

Qual a diferença de Hiperemia para Eritema?

Durante uma aula, fui questionada sobre a diferença sobre esses termos, e reparei que utilizamos essas palavras diariamente na prática, e nunca paramos pra pensar se há ou não diferença, não é mesmo?
Acredito que você, leitor, também não sabe dizer a diferença entre os termos.

Segundo Kumar et al (2010):
A hiperemia é um processo ativo resultante da dilatação arteriolar (p. ex., como no músculo esquelético durante o exercício ou nos locais de inflamação), levando a um aumento do fluxo sanguíneo. O tecido afetado torna-se vermelho (eritema) devido ao congestionamento dos vasos com sangue oxigenado. A congestão é um processo passivo resultante da redução do fluxo sanguíneo em um tecido, podendo ser sistêmica, como na insuficiência cardíaca, ou local, como na obstrução venosa isolada. Os tecidos com congestão apresentam uma cor que varia do vermelho-escuro ao azul (cianose),

Segundo Kumar et al (2013):
Hiperemia e congestão se referem a aumento do volume sanguíneo em um tecido, mas têm diferentes mecanismos de base. Hiperemia é um processo ativo resultante da dilatação arteriolar e aumento do influxo sanguíneo, como ocorre em locais de inflamação ou no músculo esquelético em exercício. Os tecidos hiperêmicos são mais avermelhados que o normal devido ao ingurgitamento com sangue oxigenado.

Segundo Smeltzer et al (2011):
O sinal inicial da pressão é o eritema (rubor da pele) causado pela hiperemia reativa, que normalmente resolve em menos de 1 h.

Segundo Rivitti (2014)
Eritema: mancha vermelha por vasodilatação. Desaparece pela dígito ou vitropressão. Pela cor, temperatura, localização, extensão e evolução

Segundo Brasil (2017):
hiperemia é um processo ativo, resultado do fluxo interno tecidual, pela dilatação arteriolar, como no músculo esquelético durante o exercício ou em locais de inflamação. O tecido é vermelho pelo congestionamento dos vasos com sangue oxigenado.

Podemos concluir, que a hiperemia é um processo ativo que ocasiona um aumento do fluxo de sangue no órgão ou tecido, ocorre ao praticar um exercício físico ou no processo de  inflamação. Quando o tecido fica vermelho chamamos de eritema (rubor). Ao apertamos (estímulo digito-digital ou vitropressão) a região, o eritema desaparece, e ao parar de pressionar ele retornar. Logo, a hiperemia é o processo que ocassiona o eritema (rubor).


Referências:
Kumar et al, 2010. Robbins & Cotran Patologia: bases patológicas das Doenças. 8ª edição. p.307.
Kumar, V.; Abbas, A.; Aster, J.; 2013. Robbins  Patologia Básica. 9ª edição. p.92.
Smeltzer et al, 2011. Brunner & Suddarth: Tratado de Enfermagem Médico-Cirúrgica. Décima segunda edição.   p.368 e 362
Rivitti, 2014. Manual de dermatologia clinica de Sampaiio e Rivitti. p.28
Brasil, 2017. Disfunções hemodinâmicas,  Doenças trombólicas e choques. Universidade Federal do Acre. Disponível em:
http://www2.ufac.br/geralpat/disfuncoes-hemodinamicas-doenca-tromboembolica-e-choque

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Você sabe o tempo de permanência da Sonda Nasogástrica e Nasoenteral ?

Olá , Estava procurando material para mostrar numa aula de sondas e ostomias, e me deparei com um vídeo que informava que a sonda nasogástrica (sonda inserida da região nasofaringe até o estomago), em uso domiciliar, poderia permanecer por  até 6 meses. Fui em busca desse tempo de permanência que considerei grande. Depois de muita busca para conseguir chegar a uma conclusão, se poderia ou não ter esse tempo de permanência, achei as seguintes informações: Segundo a BVS (2013):   Por serem resistentes podem permanecer no paciente por longo tempo (5 meses ou mais), sendo necessária a troca somente quando apresentarem problemas como ruptura, obstrução ou mal funcionamento. Segundo o COREN (2017) : (...) sugere-se que após 4 a 6 semanas a sonda nasoenteral seja substituída por uma gastrostomia.  A troca da sonda de gastrotomia não é rotineiramente necessária e não tem intervalo definido na literatura, a indicação é limitada às situações...

A via endovenosa pode ser utilizada na aplicação de insulina?

Quando aprendemos sobre diabetes, geralmente, estudamos os tipos de diabetes e seus tratamentos. Esse pode ser através dos hipoglicemiantes orais e/ou utilização de insulinoterapia. Ao falarmos de via de administração da insulina, já vem a nossa cabeça, a via subcutânea, mas será que podemos realizar aplicação por outra via? Você já parou pra pensar sobre isso? Segundo o Caderno de atenção (2013): A via de administração usual da insulina é a via subcutânea, mas a insulina regular também pode ser aplicada por vias intravenosa e intramuscular, em situações que requerem um efeito clínico imediato Segundo o Ministério da saúde (2018): A insulina regular também pode ser aplicada por vias intravenosa (IV) e intramuscular (IM), em situações que requerem efeito clínico imediato, dessa forma requer cautela e profissional com conhecimento específico para administrar o uso. Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes (2019-2020):  A via intramuscular (IM), às vezes, é usada em pront...