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A via endovenosa pode ser utilizada na aplicação de insulina?

Quando aprendemos sobre diabetes, geralmente, estudamos os tipos de diabetes e seus tratamentos. Esse pode ser através dos hipoglicemiantes orais e/ou utilização de insulinoterapia. Ao falarmos de via de administração da insulina, já vem a nossa cabeça, a via subcutânea, mas será que podemos realizar aplicação por outra via?
Você já parou pra pensar sobre isso?

Segundo o Caderno de atenção (2013):
A via de administração usual da insulina é a via subcutânea, mas a insulina regular também pode ser aplicada por vias intravenosa e intramuscular, em situações que requerem um efeito clínico imediato

Segundo o Ministério da saúde (2018):
A insulina regular também pode ser aplicada por vias intravenosa (IV) e intramuscular (IM), em situações que requerem efeito clínico imediato, dessa forma requer cautela e profissional com conhecimento específico para administrar o uso.

Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes (2019-2020):
 A via intramuscular (IM), às vezes, é usada em pronto- -socorro, para atender urgência de hiperglicemia, e o serviço não tem disponível análogo de insulina de ação rápida. A via endovenosa (EV) é considerada em unidade de terapia intensiva (UTI), na qual o paciente permanece devidamente monitorado, com acompanhamento médico e de enfermagem. A insulina de ação rápida é a única alternativa para aplicações por via IM e por via endovenosa (EV).

A insulina NPH utiliza como via de administração a subcutânea, já a insulina regular pode ser aplicada por via subcutânea, intramuscular ou endovenosa. A via IM e EV devem ser apenas utilizadas no tratamento de cetoacidose diabética. (CONITEC, 2017)

Podemos concluir que a via de administração  recomendada para insulina é a subcutânea, principalmente se for utilizada a insulina NPH, mas tem casos que podemos optar pela via intramuscular ou via endovenosa. Geralmente, a via intramuscular é utilizada em pronto socorro, e a via endovenosa é utilizada em UTI. Caso seja necessário a utilização da IM ou EV só poderá ser escolhida a insulina de ação rápida, e é recomendado que utilize somente no tratamento de cetoacidose diabética.



Referências
Sociedade Brasileira de Diabetes. Diretrizes Sociedade Brasileira de Diabetes 2019-2020. Disponível em:
https://www.diabetes.org.br/profissionais/images/DIRETRIZES-COMPLETA-2019-2020.pdf
Ministério da Saúde, 2018. Aprova o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Diabete Melito Tipo 1. Disponível em:
http://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2018/marco/19/Portaria-Conjunta-n-8.pdf
Ministério da Saúde, 2013. Caderno de Atenção Básica : Estratégia para o cuidado da epssoa com Doença crônica. Caderno 36 - Brasília - DF, pag. 55. Disponível em:
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/estrategias_cuidado_pessoa_diabetes_mellitus_cab36.pdf
CONITEC, 2017. PROTOCOLO CLÍNICO E DIRETRIZES TERAPÊUTICAS DIABETES TIPO 1: Relatório de recomendação. Disponível em:
http://conitec.gov.br/images/Relatorios/2017/Relatorio_PCDT_Diabetes_tipo_1__CP__2017_1.pdf

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